Já tinha sido anunciado que o primeiro single do próximo álbum americano da Utada seria lançado nas rádios (americanas) em Fevereiro. Mas aparentemente a Island Records quer saber a opinião dos fãs antes disso. Como tal, foi lançado hoje um site promocional, com a Come Back to Me disponível para ouvir na sua totalidade. Bastante diferente dos previews de 45 segundos habituais. Algumas opiniões pessoais, a seguir.
Sim, é bastante diferente de qualquer coisa que ela tenha lançado até à data. Faz lembrar Mariah Carey ou as recentes Leona Lewis e Jordin Sparks, o que, à partida, nenhum fã de Utada queria que acontecesse. Mas, it’s the money baby! Em 2004 ela tentou lançar-se na América com algo mais experimental, e não teve grande sucesso. Porquê? Porque todos temos de começar por algum lado e nunca é pelo lado que queremos: é pelo lado que os outros querem. E é certo e sabido que as pessoas gostam de baladas R’n'B, portanto comecemos por aí.
Felizmente, não me parece que seja algo feito em 5 minutos, pois nota-se que a produção sonora está impecável. A voz dela também está muito boa, bastante emotiva e, de facto, é o elemento que distingue esta música de uma outra qualquer semelhante. Pode-se dizer que a voz é o elo de ligação entre este single e tudo o que ela fez antes.
Confesso que não fiquei muito surpreendido pela escolha de direcção musical, até porque, pelo nome, dificilmente seria outra coisa. Ela precisava de um Hit para se estrear internacionalmente e este tipo de música tem muito mais hipóteses de se tornar nisso. Depois poderá vir o que ela bem quiser, preferencialmente, o tipo de som que se pode encontrar na sua discografia japonesa. Espero é que, desta vez, ela tenha a perfeita noção de que ninguém a conhece na América, ao contrário do Japão, e que, como tal, precisa de trabalhar muito para promover a sua música. Muito mesmo.
Etiquetas: Come Back to Me, Música, Utada
É certo e sabido que os Americanos gostam de baladas R’n'B, no entanto acho muito díficil uma artista Japonesa singrar num meio em que os Afro Americanos é ditam as regras. Faço minhas as tuas palavras “se fosse na Europa” talvez, quem sabe? A produção está exemplar, disso não há dúvida, com a promoção correcta Come Back To Me caía na MCM que nem ginjas.